sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vem aí mais duros golpes. Além dos hotéis  e portos e marinas vêm aí as lowcosts...
$$$$$ oportunidades para os oportunistas.
Os hipócritas estão aí. Mudam de "clube" como quem muda de cuecas. Atentos.
Lobos na pele de cordeiro. Já há muitos e bem dissimulados, em várias ilhas.
"A única onda privatizável é a que é apanhada atrás do pico"

Olho aberto.

sábado, 6 de setembro de 2014

Esta é uma luta que a minha Alma não consegue ser indiferente. 

Mas há persistência de zonas de confortos e ideias fixas, de gerações mais novas como também alguma de gerações mais velhas que a minha. (o que acaba por ser surpreendente). Insistem no material, no competitivo, no económico, no "desenvolvimento" que acaba por ser = des-envolvimento (separação =ilusão) dos valores mais nobres, refiro-me à Natureza Viva, e à pureza de cada um em Essência (SOUL SURF, tal como este indígena da foto de 80 anos!).

Pergunto-me da primeira vez que sentiram uma onda a empurrar-vos para a praia, havia ALGUM INTERESSE DO VOSSO EGUINHO em serem mais, mais perfeitos, terem mais estilo, serem "melhores que", serem reconhecidos, ganharem o "heat", fazerem a melhor manobra?? No meu caso a resposta é negativa. Se calhar alguns já entram no mar com essa ideia  .

Outra. "O surf é melhor que o bodyboard" ou o "bodyboard é mais radical que o surf". Epá isso são tretas separatistas e egos inflamados. Apenas! Deixem-se disso o SINTAM mas é a água. Como se não houvesse amanhã, como se nunca mais surfassem de novo!!! A segunda imagem é isso mesmo. Partilha na DIVERSIDADE.

...Insistem com a grandeza de se massacrarem em 20 minutos numa quesília de ver quem apanha mais, melhor, e faz as melhores manobras - JULGAMENTO subjetivo transformado em objetivo pelos critérios dúbios e voláteis (com uns telefonemas certos da marca "Z" a manobra "X" passa a valer X+3000 pontos se necessário), havendo depois a guerra de palavras e de egos no computador, em blogs, revistas, jornais. Manipulação, subversão dos valores, negócio, marketing e mercantilismo. Foi nisto que transformaram a coisa. Já imaginaram as tribos da amazónia que atualmente luitam pelo seu território contra o desenvolvimento. E se transformássemos o "ser-se indígena" num desporto e negócio? Quem é o melhor indígena, mais rápido, mais ágil ou o indígena "mais indígena"? lol. Não faz muito sentido pois não... o surf começou, recorde-se como Atividade Cultural - Espiritual. "Desporto?" Respeito o desporto mas o que fazem do desporto não merece o meu respeito. Adoro futebol mas abomino o que dele fizeram. E é um desporto fantástico.

Concluindo. Para "eles" (muitos de nós..) isto = o que vivemos hoje = é que é o "surf". Discordo e ou o meu ego é muito teimoso ou então isto já não me diz nada, a mim, e a muitos outros. Não podemos ser ensinados a Amar uma árvore. Temos de Amar mesmo para saber o que é Amar uma árvore. E eu amo o Surf como parte de mim mesmo, mas reconheço que o surf foi transformado como o futebol (que também gosto) num negócio de elites, de egos, de economistas de surf com a "bandeira verde" por detrás para cativar as geras mais novas. Tal e qual como uma indústria que polui os rios e os mares mas mete uma "bandeira verde" porque aplica a quota de carbono e a "norma NP ISO treta-treta 9999" e passa por indústria "limpa" aos olhos das massas e dos cegos. Ou uma mega barragem no Amazonas que é vista ao mundo como "energia verde" lol.

Aprendendo a reconhecer a Verdade. Mas há quem lute do outro lado para cativar mais massas sobre a grande massa, a grande manada. E mesmo as forças auto-intituladas "aware" (conscientes).

Continuaremos cá como Força Viva. Aconteça o que acontecer. :)



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"Destrua as praias e não as ondas????" (WaveridersAzores)
http://www.waveridersacores.com


Aderi a este protesto ecológico e porquê?

1. Pela salvaguarda das nossas zonas costeiras /naturais contra a megalomania que só $enriquece$ os bolsos a alguns, que nem são locais. São uma elite já de si bem gorda!
Não nos enganam com a estória do costume: divulgar, promover. Mas e o $ onde fica, e a sociedade local onde fica, e os transportes caríssimo para nós que precisamos ir a uma consulta na ilha ao lado onde ficam? E os meninos ricos vêm por ai a fora nas promos para "surfarem sozinhos" Mas somos África ou quê?

2. Pelo respeito que merecemos como Açorianos e como Seres Humanos como os outros. Temos uma palavra a dizer, sempre!!!

3. Esta coisa de tomarem decisões e abrirem associações e pseudo-associações na base da força e da decisão de monopólios tem de acabar! E desenganem-se que não se fica por São.Miguel.

!Pela justiça e pela união dos corredores de vagas dos Açores! "juntos somos mais fortes" - quando proferi estas palavras em 2010 referia-me não só aos bons como aos maus momentos. Há lutas que se ganham outras que se perdem, mas independentemente do desfecho, "eles" (o sistema, neste caso subsistema indústria do surf /moda) tem de saber que há uma palavra a dizer, e há uma atitude obrigatória a ter.

ÉS A FAVOR OU CONTRA? Ou "neutro".
(ps- Neutro = tanto me faz, destrua-se ou não)

Mais info em Wave Riders Açores. Boa iniciativa.


Carlos Leal

sábado, 23 de novembro de 2013

Resumo de Vagas (desta semana)


Uma atividade terapêutica-espiritual no seio da Mãe Natureza - MAR (e que engloba também uma vertente "desportiva") JAMAIS será reduzida meramente a uma «marca "Açores" » a uma "economia de mar" como lhe chamaram. 

É tão ÓBVIA a sucessão de "mais do mesmo" que até agradecimentos públicos a "meninos que querem levar o melhor do que é nosso" (de todos) para os seus bolsos fazem. Fazem-se amigos dos vizinhos, até oferecem presentes (faz lembrar as 1ªs excursões europeias a África certamente... "toma lá uma barra de wax") e depois vêm maltratar os "irmãos" em público. Se há coisa que me podem acusar (mas em vão, pois não o sinto) é de ser passivo - MUITO MENOS PERANTE A INJUSTIÇA!!!

Mais: Avanço com uma teoria: sempre que há este tipo de eventos "cá" - há sempre coisas muito... chamemos-lhe de "densas" a acontecerem a quem menos espera. As causas - são bem conhecidas. Chamemos-lhe "Inflamação". É fácil. Trata-se com anti-inflamatórios. Há por aí uns bem potentes na Natureza (tb eu e tu fazemos parte da Natureza by the way). Consequências: o dito tratamento - sabemos que nada se cura de imediato, se não houver VONTADE INTERIOR DE MUDANÇA. Mas pelo menos alguém (se não o próprio, que é quem realmente importa abrir a pestana) se apercebe do que se passa e da manipulação que fazem e a quem precisamente mais me impede de ser passivo, mero espetador... os jovens, o sangue de amanhã. Aí alto e pára o baile!!! Defendo defendo sim senhor quem me "toca no peito". Os meus amigos. Que saibam os jovens que os "velhinhos" não dormem em serviço.

Haja respeito apenas isso. Cada um é livre de fazer o que sente, respeitando o outro lado. Escrevo isto convicto hoje e até à cova!

PS - aprendi uma nova expressão « Buzz off »: Venha quem tiver de vir, e que venha por bem. Será recebido sempre com o dobro. Sempre. Já aconteceu e se tiver de acontecer voltará a acontecer. Alguém estará lá no sítio certo à hora certa para aplicar o anti-inflamatório.

Todas as Princesas mesmo sendo livres, têm de ter guardiões por perto. Pois há pirataria por aí, com bandeira branca ainda por cima. 

Carlos Leal

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SoulSurfing

Surfar de Alma, com Alma e acompanhado pelas outras Almas. Na simplicidade de apenas Ser.

Na alegria de Viver. Desde o Nascer, crescer, Dar & Receber. Dar gratidão, dar o sorriso, receber o "grito" quando saímos com o bafo, quando passamos aquela secção ou arriscamos aquela manobra. Passar por debaixo de uma grande massa de água e sentir o sol do outro lado! Sentir o cheiro, ouvir a gaivota, ouvir o bafo, sentir a água, todas as sensações que somos privilegiados, e devemos agradecer por isso!

Surfar 100% de alma hoje em dia nem sempre é fácil.   

Estamos constantemente a ser bombardeados e testados, pelos media, pelas histórias, pelas fotos, pelos relatos, pela nossa própria paixão - a emoção que nos leva para a frente; pela nossa mente racional que tudo quer explicar e justificar. Pelo ego, instrumento necessário, mas que muitas vezes se revela descontrolado nesta existência material.

Além disso, confrontamo-nos com a apropriação pessoal das ondas (localismo puro e agressivo) vs a apropriação mercantilista = comercial. Nem uma nem outra são soulsurf! Porque a alma não rouba nem por egoísmo, nem por ego, nem por $. A alma partilha. O ego rouba, e convence que roubar é o certo... e o ego também luta pela posse. A alma não vê posse. Vê partilha.

Surfar de Alma é surfar sem julgamento, sem comparação, sem máscaras, sem sorriso amarelo, e sem má cara, apenas ser-se directo, sincero e frontal, sem medo. Comportamento gera comportamento e dentro de água é inexoravelmente uma escolha que se faz a cada onda e a cada surfada. Agir pelo medo (que se subdivide em muitas e subtis manifestações de emoções "negativas" que nem sempre se consegue esconder, by the way) ou agir pela verdadeira máquina, o coração. A paixão pelo Mar. 

A escolha é sempre nossa e livre. Afirmar que não é uma escolha livre é em si mesmo um ato de medo.

Cada escolha tem consequências mais imediatas ou mais indiretas. Mas a acção gera uma reação.

Na essência, somos todos iguais, somos todos a mesma substância, só muda a casca. A etiqueta, o "ter de ser ou fazer assim", a formatação social que nos impinge a nossa vida, dia após dia. Conversa após conversa... porque nos deixamos ir com a corrente... ou remamos na diagonal para sair desse agueiro.. ou não, simplesmente é mais cómodo e confortável ser-se como X ou Y, e então deixamo-nos seguir com o resto do arrastão...

Que importa se um vai de pé e o outro deitado? O surf é melhor que o bodyboard? O bodyboard é mais radical que o surf? Que importa se um mete o pé aqui ou a mão ali? Comparações fúteis caros amigos. Podemos chegar a esta conclusão aos 30, 40, 50 anos ou às portas da Grande Viagem, mas uma coisa é certa, o respeito a dedicação e a humildade não vêm na revista, não vêm da boca do Sr. Importante X ou Y. Vêm do dia-a-dia. Vêm da atitude, da presença honesta com o nosso "eu". Não é o "eu" mental, mas sim o "eu interior". A Essência. O que distingue realmente a nossa diversidade. Caso contrário éramos todos robots iguais com o mesmo propósito. Servir o grande Senhor Sistema.

De que vale tudo isto se me derem a escolher entre "poder surfar" e "não poder surfar" ? Rien. Nada!

Será mais fácil imitar, seguir um padrão, ou ser originalmente exatamente aquilo que somos?

A verdade é mais difícil para muitos que a mentira. Mas ninguém obriga à mentira senão a nossa propria inconsciência. 

Sim, batemos com força no fundo, mas alguma coisa aprendemos se estivermos disponíveis para aprender na mesma medida que apregoamos o ensinar.

Paz e Boas Vagas,
Carlos Leal 20-02-2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Na nossa vida, as pessoas, tal como as ondas, vão e vêm... surgem (ex. Corvo), reaparecem, desaparecem, mudam, permanecem, mas haverá certamente um propósito para cada acção natural e reacção humana (social) e vice versa (acção humana e reacção natural).

E as ondas "ganhas", salvas, e as ondas tocadas pela arrogância do Homem, e as ondas irremediavelmente perdidas... trarão consigo, certamente, também uma lição. Talvez a reflexão de que forma nos posicionámos em cada uma das questões seja importante? Pusemos o nosso interesse pessoal à frente do colectivo? Ou, pelo contrário, unimos forças, largámos confortos pessoais e seguimos nessa viagem, conscientes de que só haveria um fim possível, custasse o que custasse...?

E a força do Mar, contra todos os obstáculos... vencerá sempre! Viva Santa Catarina limpa para todos, hoje e sempre.

Bom Ano de 2013 e boas vagas de mar, aos corredores dos Açores!


terça-feira, 23 de outubro de 2012


A insignificância do ser Humano face à Mãe Natureza, é algo intransponível". A única coisa que podemos a Ela devolver, é o respeito e a humildade do Ser. A falta de respeito a este princípio é um boomerang activo, de peso variável. A consequência e a coerência na consciência deste princípio, é a paz de espírito.


Santa Catarina, 21-10-2012
Uma foto do nosso amigo Paulo Melo que fala por si mesma. Abraço e votos de um grande Inverno para todos!